Burnout: Quando o Corpo Grita o Que as Emoções Silenciaram
- Willmichela Toledo
- 20 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Você acorda cansado, mesmo depois de dormir. Sente-se sobrecarregado, irritado, como se estivesse perdendo a motivação e o brilho... mas continua empurrando. Afinal, parar parece ser “fracassar”, certo?
Esse é o roteiro silencioso do burnout, uma síndrome de esgotamento emocional causada por estresse crônico — especialmente ligado ao trabalho ou à autossabotagem disfarçada de produtividade.
A psicanálise revela um padrão ainda mais profundo sobre este tema: o burnout muitas vezes nasce do desejo inconsciente de validação, em que nos colocamos como super-heróis pela crença de que precisamos ser incansáveis para sermos vistos, aceitos e amados.
Mas o preço disso é a nossa própria saúde.
Segundo a OMS, o burnout é uma condição ocupacional real, com sintomas físicos e emocionais, como:
Exaustão emocional: Sensação constante de cansaço físico e mental, mesmo após descanso.
Despersonalização ou cinismo: Distanciamento emocional, frieza ou irritabilidade com colegas, clientes ou tarefas.
Redução da realização pessoal: Sentimento de ineficácia, baixa autoestima, sensação de inutilidade no trabalho.
Dificuldades cognitivas: Queda de atenção, memória e capacidade de tomar decisões.
Alterações físicas e comportamentais: Insônia, dores musculares, taquicardia, mudanças no apetite, isolamento social.
Sensação de estar “no automático”: Falta de motivação e perda de sentido na rotina diária.
Além disso, viver em modo “piloto automático” e sob pressão constante ativa o eixo do estresse (hipotálamo-hipófise-adrenal), elevando o cortisol, prejudicando a memória, o sono, o humor e até a imunidade.
A boa notícia? Burnout tem prevenção e tratamento. E o primeiro passo é o mais difícil: parar de se trair para atender expectativas que não são suas.
📌 Importante: O burnout é uma condição ocupacional reconhecida pela OMS e requer atenção profissional — psicoterapia, ajustes no estilo de vida e, em alguns casos, intervenção médica.
Você não precisa estar “no limite” para se permitir cuidar. A pausa não é o fim — é o recomeço com mais verdade. Cuide-se!
Willmichela Toledo
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